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Tópico de discussão

Tópico de discussão

por Joao Paulo Dias Guedes - Número de respostas: 1

Boa noite a todos!

Penso que o debate acerca da integração das ferramentas de inteligência artificial junto ao processo educacional algo que deve ser discutido profundamente. A melhor forma para isso é combinando o potencial dessas ferramentas com a orientação crítica e pedagógica dos professores. O objetivo não deve ser substituir o educador, mas sim potencializar a aprendizagem e tornar o ensino mais dinâmico, acessível e personalizado. Os professores irão continuar desempenhando um papel fundamental na formação dos alunos, atuando como mediadores do conhecimento e  ajudando os alunos a desenvolverem o pensamento crítico para não simplesmente copiar e colar aquilo que a inteligência artificial diz. 

Entendo que esse assunto é complexo e deve ser debatido amplamente uma vez que a IA pode ser uma aliada ao processo educacional mas seu uso deve ser observado. Assim o ensino pode tornar-se inovador e eficiente. 

Em resposta à Joao Paulo Dias Guedes

Re: Tópico de discussão

por Wania Clemente -
Oi, João, bom dia! Sua publicação no fórum levanta uma questão central sobre a integração da inteligência artificial (IA) no processo educacional, com uma defesa clara do papel do professor como mediador do conhecimento. Essa visão, embora tradicionalmente válida em muitos contextos educacionais, entra em tensão quando refletimos sobre o paradigma da Educação a Distância (EaD), onde a tecnologia desempenha um papel muito mais central na mediação do processo de ensino-aprendizagem.

Na EaD, a tecnologia promove a mediação do processo formativo. Aqui, o papel do docente não é necessariamente o de mediador direto, mas sim o de orientador e criador de estratégias pedagógicas que possibilitem o aprendizado autônomo. Embora a tecnologia, incluindo a IA, possa ser utilizada para personalizar a aprendizagem, é necessário repensar a figura do professor. 

Acredito que a IA possa amplificar esse papel ao fornecer personalização em tempo real e apoio contínuo ao estudante. A questão que surge, então, é a de que ao considerar a IA como um meio de apoio, o professor deixa de ser apenas o mediador do conhecimento e passa a ser também um guia do processo de aprendizado, utilizando a tecnologia como um aliado para alcançar resultados mais construtivos e personalizados. Esse movimento desafia a ideia tradicional de mediação de conhecimento, na qual o professor detém a autoridade central do saber, e pode ser  autoorientado com a tecnologia.

No contexto da EaD, a IA pode ser uma ferramenta poderosa para personalizar e dinamizar a aprendizagem, mas é necessário que tanto alunos quanto professores desenvolvam novas competências para interagir com essas ferramentas. O docente continua essencial para ajudar o aluno a desenvolver habilidades críticas, especialmente no que diz respeito à capacidade de analisar, questionar e integrar as informações que a IA pode fornecer. Assim, o papel do professor na EaD não é de "mediador tradicional", mas sim de orientador e facilitador da autonomia e do uso consciente das ferramentas digitais para a formação do aluno.

Quanto ao "copia e cola", esse problema não é novo. De fato, é preciso educar os alunos para que saibam usar a tecnologia de forma ética e responsável.
Por fim, “entendo que esse assunto é complexo e deve ser debatido amplamente uma vez que a IA pode ser uma aliada ao processo educacional mas seu uso deve ser observado.” (João).
Um abraço, prof. Wânia Clemente