A cartografia social é uma maneira de representar o território a partir do olhar de quem o vive. Diferente dos mapas tradicionais, ela não se limita a ruas e fronteiras: busca mostrar os sentidos, as histórias, as relações e os usos sociais que dão vida a cada lugar.
Segundo o geógrafo Henri Acselrad, mapear socialmente é um ato político e educativo, porque transforma o mapa em um espaço de diálogo — um meio de dar visibilidade às vozes e experiências que costumam ser esquecidas nos mapas oficiais. Assim, o território deixa de ser apenas um espaço físico e passa a ser visto como um conjunto de memórias, afetos, conflitos e potencialidades.
Para compreender melhor sobre cartografia social e como surgiu o mapeamento participativo, assista a entrevista do prof. Henri Acselrad.