A expressão "Sociedade do Conhecimento" designa um estágio de desenvolvimento social no qual a informação, o conhecimento e a tecnologia passam a ocupar o centro dos processos econômicos, políticos e culturais. Diferentemente das sociedades agrária e industrial, onde os recursos estratégicos eram, respectivamente, a terra e o capital (máquinas, fábricas), na sociedade contemporânea o recurso fundamental passa a ser o conhecimento e a capacidade de processar informação.
É importante, contudo, fazer uma distinção conceitual. O termo "sociedade da informação" surgiu inicialmente, na década de 1960, a partir dos estudos do japonês Yoneji Masuda, para descrever uma sociedade onde a informação seria o principal motor do desenvolvimento. Manuel Castells, como veremos, propõe uma distinção mais refinada:
Sociedade da Informação: Destaca a importância da informação nas dinâmicas sociais, algo que, de certa forma, sempre existiu em diferentes períodos históricos.
Sociedade Informacional: Qualifica uma organização social específica, na qual a geração, o processamento e a transmissão de informação se tornam as fontes fundamentais de produtividade e poder.
Nesse novo modelo, o desenvolvimento tecnológico não é apenas um complemento, mas a própria infraestrutura da atividade econômica e social. Se na sociedade agrícola a produtividade dependia da quantidade e qualidade dos recursos naturais, e na sociedade industrial dependia das fontes de energia e das máquinas, na sociedade informacional a produtividade está centrada na tecnologia de produção de informação e na criação e interpretação de conhecimento..